21 abril 2009

SAUDADES DA MAIOR CANTORA QUE JÁ VI CANTAR, SAUDADES DE ELIS E DO VERDADEIRO TEATRO!!

É meus amigos, é verdade, sinto saudades desta grande amiga e que cantava de uma forma no mínimo intrigante e vibrante, conseguia ter uma performance artística impressionante, cantando tão bem no alto (Algumas oitavas acima da melhor média de grandes cantoras), como num segundo depois, despencar para o tom mais baixo e de forma diccional perfeita e escutável, sussurrando em nossos ouvidos algo inimaginável que deixava qualquer mortal que ama uma bela voz, feliz e um pouco nacionalista. Por outro lado e num momento de letargia total, além da embriaguez fonográfica e cultural, fico escutando Elis e comento com minha doce e linda Tereza que também é apaixonadísssima por ela e chego a seguinte conclusão: "ENGRAÇADO, CADA VEZ QUE OUÇO ELIS, CHEGO A CONCLUSÃO QUE COM PASSAR DO TEMPO, ELA ESTÁ CANTANDO CADA VEZ MELHOR".
Dessa forma, convido os amigos a prestarem homenagem a essa grande artista que nos brindou com lindos shows onde o que mais me marcou foi "Saudades do Brasil", no Canecão, o ano era 1980, o mesmo ano que voltei de Paris depois de uma maravilhosa temporada teatral de 6 anos em teatros Europeus pela Cia Teatral Maison de France de Montmartre. Foi um ano inesquecível e de pura arte, pois mal cheguei fui convidado por um grande amigo a fazer o meu único trabalho na TV o seriado "Ciranda, Cirandinha", que tinha uma proposta bem audaciosa de trazer assuntos considerados polêmicos e tabus para a época bem no estilo Rodriguiano como: Gravidez e Aborto na juventude, pílula, drogas, homosexualismo, brigas entre pais & filhos que culminava com a saída de casa, choques de gerações etc..., enfim, algo com uma linguagem jovem e que falava diretamente aos jovens da época, sob a direção de Fábio Sabag e Supervisão Geral de Daniel Filho.

A Rede Globo apostava em atores jovens e talentosos, escolhidos minuciosamente depois de um grande campo de observação e todos oriundos do verdadeiro teatro que não mais existe, como no tempo do tele-teatro. Saudades de Elis, do Fábio, da Lucélia, do Jorginho, da Denise e de mim. E para terminar este saudoso Post, me vem a mente um pedacinho de um verso do grande Fernando Pessôa (Um dos meus poetas prediletos) e que fala de forma simples e direta sobre a ode da arte de interpretar. "A ARTE É UMA CONFISSÃO, QUE DIZ QUE A VIDA NÃO BASTA"

Beijos saudosos nos seus corações!

Paz & Bem!

José Eudes